A Síndrome Respiratória Aguda Grave, conhecida como SRAG, exige atenção, principalmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios. Crianças pequenas, idosos e pessoas mais vulneráveis podem apresentar maior risco de desenvolver quadros respiratórios graves.
Por isso, além dos cuidados médicos, também existe uma preocupação importante: como reduzir a presença de vírus no ambiente?
É nesse contexto que o ozônio vem sendo estudado, assim como, utilizado como tecnologia de sanitização.
Mas existe uma diferença fundamental que precisa ser entendida.
Neste artigo, não estamos falando de ozonioterapia ou de utilizar ozônio diretamente no organismo.
Estamos falando do uso do ozônio como agente sanitizante em ambientes desocupados, com o objetivo de auxiliar na redução de determinados microrganismos presentes no ar e em superfícies.
Essa é justamente a abordagem apresentada pelo Dr. Bruno Mena Cadorin em seu conteúdo sobre SRAG.
Além disso, pesquisas recentes continuam avaliando a capacidade do ozônio de inativar vírus respiratórios em condições controladas. Um estudo publicado em 2025, por exemplo, avaliou especificamente a ação do ozônio sobre influenza A e SARS-CoV-2 em aerossóis.
Entretanto, a segurança é indispensável.
O ozônio não deve ser respirado em concentrações utilizadas para sanitização. Portanto, a aplicação precisa ser feita com o ambiente desocupado e seguindo critérios técnicos.
O que é Síndrome Respiratória Aguda Grave?
A Síndrome Respiratória Aguda Grave não é uma única doença.
Ela é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas que caracteriza um quadro respiratório grave.
Diversos vírus respiratórios podem estar associados a esses quadros.
Entre eles estão:
- Influenza;
- Vírus sincicial respiratório (VSR);
- Rinovírus;
- Coronavírus;
- Outros vírus respiratórios.
O Ministério da Saúde destaca que o VSR pode causar desde infecções leves até quadros graves que necessitam de atendimento hospitalar, especialmente em bebês, idosos, assim como, pessoas vulneráveis.
Por isso, compreender as formas de transmissão e adotar medidas preventivas é importante.
Como os vírus respiratórios podem se espalhar?
Os vírus respiratórios podem ser transmitidos de diferentes maneiras.
Entre as principais estão:
- Gotículas respiratórias;
- Aerossóis;
- Contato próximo com pessoas infectadas;
- Contato com secreções;
- Contato com determinadas superfícies contaminadas.
O Ministério da Saúde explica, por exemplo, que o VSR pode ser transmitido por gotículas respiratórias e pelo contato com secreções ou objetos contaminados, especialmente quando a pessoa toca os olhos, nariz ou boca posteriormente.
Isso explica por que a prevenção não deve se limitar apenas à pessoa infectada.
O ambiente também merece atenção.
Onde o ozônio entra nessa prevenção?
É justamente aqui que o ozônio pode ter uma aplicação interessante.
O ozônio é uma molécula formada por três átomos de oxigênio, representada pela fórmula O₃.
Ele possui elevado potencial oxidante.
Essa característica permite que o ozônio reaja com diferentes compostos e microrganismos.
Por isso, a molécula é estudada e utilizada em diferentes processos de:
- Tratamento de água;
- Sanitização;
- Controle de odores;
- Tratamento de superfícies;
- Processos industriais;
- Higienização de ambientes.
No caso da SRAG, entretanto, precisamos fazer uma distinção.
O ozônio não é apresentado aqui como tratamento da doença.
A aplicação discutida é a sanitização ambiental como uma medida complementar para controle microbiológico.
Como o ozônio pode auxiliar na sanitização de ambientes?
Quando utilizado em condições adequadas, o ozônio pode reagir com componentes de determinados microrganismos.
Essa capacidade oxidante é justamente o fundamento de diversas aplicações da tecnologia.
Em um ambiente que precisa passar por sanitização, o processo pode ser direcionado para áreas como:
- Ar;
- Superfícies;
- Objetos;
- Móveis;
- Determinados equipamentos;
- Sistemas específicos de climatização.
O objetivo é reduzir a carga microbiológica dentro das condições validadas para aquela aplicação.
Entretanto, a eficiência depende de vários fatores.
Entre eles:
- Concentração de ozônio;
- Tempo de contato;
- Temperatura;
- Umidade;
- Volume do ambiente;
- Distribuição do gás;
- Tipo de microrganismo;
- Características da superfície.
Por isso, não existe uma aplicação universal.
O que as pesquisas dizem sobre ozônio e vírus respiratórios?
A ciência já investiga há algum tempo a capacidade oxidante do ozônio contra diferentes microrganismos.
Uma pesquisa publicada em 2025 no periódico Food and Environmental Virology avaliou experimentalmente os efeitos de ácido hipocloroso, dióxido de cloro e ozônio sobre SARS-CoV-2 e influenza A presentes no ar.
No experimento, o ozônio apresentou efeito de inativação viral dependente da concentração e do tempo de exposição.
Esse resultado é relevante porque demonstra o potencial microbiológico do ozônio em condições experimentais.
Porém, existe uma ressalva fundamental.
Resultado de laboratório não significa automaticamente proteção clínica para pessoas em uma casa, escola ou empresa.
Para transformar uma aplicação experimental em um protocolo seguro e eficaz, é necessário considerar concentração, equipamento, ambiente, tempo de exposição e validação do processo.
Ozônio não é ozonioterapia
Essa diferença precisa estar muito clara.
Quando falamos sobre o uso do ozônio para sanitização ambiental, não estamos falando de aplicar ozônio no corpo humano.
Também não estamos falando de:
- Ozonioterapia;
- Ozonioterapia retal;
- Inalação de ozônio;
- Tratamento respiratório com ozônio.
O foco deste artigo é exclusivamente o uso do ozônio como agente sanitizante ambiental.
Essa distinção é importante tanto para a segurança quanto para a correta compreensão da tecnologia.
O ozônio pode ser utilizado com pessoas dentro do ambiente?
Não.
Esse é um dos pontos mais importantes deste artigo.
O ozônio é um irritante das vias respiratórias.
Quando inalado em concentrações elevadas, pode provocar tosse, irritação, falta de ar e outros efeitos prejudiciais ao sistema respiratório.
A EPA alerta que geradores de ozônio não devem ser utilizados em espaços ocupados. A agência também explica que as concentrações necessárias para determinadas aplicações de descontaminação podem ultrapassar níveis considerados seguros para exposição humana.
Portanto, uma aplicação de ozônio para sanitização deve ocorrer com:
- Pessoas fora do ambiente;
- Animais fora do ambiente;
- Plantas protegidas ou retiradas;
- Procedimentos adequados;
- Equipamento dimensionado;
- Controle da concentração;
- Tempo de exposição determinado;
- Ventilação adequada antes da ocupação.
Esse cuidado é ainda mais importante quando existem crianças e idosos no imóvel.
Por que crianças e idosos merecem atenção especial?
Crianças pequenas e idosos podem estar entre os grupos mais vulneráveis às complicações de infecções respiratórias.
O Ministério da Saúde destaca justamente a importância do VSR em grupos como bebês, idosos, assim como, pessoas com condições que comprometem o sistema imunológico.
Isso não significa que essas pessoas devam ser expostas ao ozônio.
É exatamente o contrário.
Quando uma tecnologia de sanitização com ozônio é utilizada, essas pessoas precisam permanecer fora do ambiente durante a aplicação.
Além disso, a tecnologia deve ser utilizada para tratar o ambiente, não para tratar diretamente essas pessoas.
Quais são os principais benefícios do ozônio como sanitizante?
1. Elevado poder oxidante
Porque o ozônio apresenta grande capacidade de participar de reações de oxidação.
2. Potencial de ação microbiológica
Pesquisas experimentais demonstram atividade contra diferentes microrganismos, incluindo vírus em determinadas condições.
3. Aplicação em ambientes
Pode ser utilizado em processos de sanitização de ambientes desocupados.
4. Tratamento de superfícies
Dependendo do processo, o gás pode alcançar diferentes superfícies presentes no ambiente.
5. Controle de odores
O ozônio também pode reagir com compostos responsáveis por determinados odores.
6. Aplicações variadas
A tecnologia também é utilizada em tratamento de água, indústria e outras áreas.
O equipamento faz diferença?
Sim.
Não basta simplesmente comprar qualquer gerador de ozônio.
O equipamento precisa ser adequado para a finalidade pretendida.
Além disso, o desempenho deve ser respaldado por informações técnicas e, quando aplicável, por ensaios laboratoriais que comprovem a eficácia para a aplicação específica.
A Anvisa também esclarece que empresas que utilizam equipamentos de ozônio para desinfecção de ambientes e superfícies devem manter ensaios de comprovação de eficácia e segurança para fins de fiscalização.
Portanto, a qualidade do equipamento é apenas uma parte da equação.
O processo completo também precisa ser adequado.
Como escolher um gerador de ozônio?
Antes de adquirir um equipamento, alguns pontos merecem atenção.
Verifique a capacidade do equipamento
O gerador precisa portanto, ser compatível com o volume do ambiente , assim como, com a aplicação pretendida.
Procure documentação técnica
Informações sobre produção de ozônio, concentração, assim como, as condições de uso são importantes.
Verifique ensaios laboratoriais
Um equipamento destinado à sanitização deve possuir documentação que permita avaliar sua eficácia para a finalidade declarada.
Observe certificações aplicáveis
Certificações, assim como, registros pertinentes aumentam a confiabilidade do equipamento.
Considere a segurança
O sistema deve permitir uma operação controlada e segura.
O ozônio substitui ventilação e outras medidas de prevenção?
Não.
Essa é outra informação importante.
A sanitização ambiental não deve ser tratada como uma solução isolada.
Ventilação adequada, higiene das mãos, limpeza de superfícies, vacinação quando indicada e outras medidas de prevenção continuam sendo importantes.
A própria EPA afirma que a limpeza do ar não deve ser considerada substituta do controle da fonte de contaminantes e da ventilação adequada.
Portanto, o melhor caminho é pensar em camadas de proteção.
Cada medida contribui de uma maneira.
Como utilizar o ozônio de forma responsável?
Uma aplicação segura exige planejamento.
De maneira geral, o processo deve considerar:
1. Avaliação do ambiente
Determine volume, características, assim como, a finalidade da aplicação.
2. Retirada das pessoas
O ambiente precisa estar desocupado durante a aplicação.
3. Retirada dos animais
Animais domésticos também não devem permanecer no local.
4. Utilização do equipamento adequado
O equipamento deve ser dimensionado, assim copossuir documentação compatível com sua finalidade.
5. Controle do processo
Tempo e concentração precisam ser definidos de acordo com o protocolo.
6. Ventilação
Após a aplicação, o ambiente precisa ser adequadamente ventilado antes do retorno das pessoas.
Nunca utilize o cheiro do ozônio como indicador de segurança.
A EPA alerta que a capacidade de perceber o odor varia entre as pessoas e que deixar de sentir o cheiro não significa que a concentração seja segura.
Assista ao vídeo do Dr. Bruno Mena Cadorin sobre SRAG e ozônio
No conteúdo, Bruno explica portanto, qual a diferença entre utilizar ozônio para sanitização e utilizar ozonioterapia.
Ele também aborda:
- Sanitização de ambientes;
- Tratamento do ar;
- Tratamento de superfícies;
- Importância do equipamento;
- Necessidade de laudos laboratoriais;
- Certificação dos equipamentos;
- Aplicações em residências, escolas, hotéis, assim como, veículos.</li>
Vídeo:
O que a Anvisa diz sobre o uso do ozônio?
A Anvisa publicou esclarecimentos específicos sobre a utilização do ozônio como desinfetante.
Segundo a agência, o ozônio possui ação desinfetante em determinadas aplicações, mas seu uso em ambientes e superfícies exige atenção à eficácia e à segurança.
A Anvisa também alerta para o potencial de danos à saúde decorrentes da exposição ao ozônio e destaca portanto, a necessidade de ensaios que comprovem eficácia e segurança dos equipamentos utilizados para desinfecção.
Essa orientação reforça um ponto fundamental:
Não basta dizer que um equipamento produz ozônio. É preciso demonstrar que ele funciona para a aplicação proposta e que o processo pode ser realizado com segurança.
Conexão com outras soluções e serviços da Wier
Você sabia que pode ter os benefícios do ozônio na sua casa? É possível aplicar o ozônio para desinfetar ambientes como um quarto ou o interior do carro, por meio de uma técnica chamada oxi-sanitização.
O ozônio atua descontaminando o ar e as superfícies de objetos contra bactérias, vírus, fungos, além de acabar com maus odores como cheiro de cigarro de mofo, com um gerador de ozônio como o Wresidence.
Dessa forma, ele promove mais saúde, qualidade de vida e diminuição de problemas respiratórios como uma rinite alérgica.
Já na sua cozinha, o ozônio pode ser utilizado na descontaminação de alimentos, por meio da água ozonizada, em que ele descontamina contra bactérias, vírus, assim como, fungos além de remover agrotóxico residual de alimentos, com um gerador de ozônio como o Sanit.
Já na sua piscina, o ozônio pode promover portanto, um banho mais saudável e sem aqueles incômodos do uso do cloro como ardência dos olhos, ressecamento de pele e cabelo, alergias entre outros. O gerador de ozônio Acqua+ é o equipamento ideal para um banho de piscina ozonizado.
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Ozônio pode ajudar no combate à SRAG?
Agora podemos responder à pergunta do título com mais precisão.
O ozônio não deve ser apresentado como tratamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Por outro lado, existe uma aplicação diferente e relevante:
o uso do ozônio como tecnologia de sanitização ambiental, em condições controladas, pode fazer parte de estratégias voltadas à redução de determinados contaminantes microbiológicos em ambientes desocupados.
Pesquisas laboratoriais mostram que o ozônio pode inativar vírus respiratórios sob determinadas concentrações e tempos de exposição.
Entretanto, isso não significa que uma pessoa esteja protegida contra SRAG simplesmente porque um ambiente foi ozonizado.
A prevenção de doenças respiratórias é muito mais ampla.
Conclusão
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é um problema de saúde que merece atenção, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
O ozônio apresenta propriedades oxidantes que despertam interesse científico e tecnológico para aplicações de sanitização.
Entretanto, é fundamental utilizar a tecnologia corretamente.
O objetivo não é respirar ozônio.
O objetivo é utilizar o gás, em condições controladas e com o ambiente desocupado, como parte de um processo de sanitização.
Além disso, equipamentos precisam ser adequados à finalidade e possuir documentação técnica e, quando aplicável, ensaios laboratoriais que comprovem sua eficácia.
Portanto, o ozônio pode ser considerado uma ferramenta complementar de sanitização ambiental, mas não substitui atendimento médico, vacinação, ventilação, limpeza ou outras medidas de prevenção.
Para entender melhor essa tecnologia, assista ao vídeo do Dr. Bruno Mena Cadorin e conheça suas explicações sobre ozônio, sanitização e aplicações ambientais.
Para mais informações, confira as matérias na mídia com o Dr. Bruno Mena.

Dr. Bruno Mena Cadorin trabalha com ozônio há mais de 20 anos ao longo de sua graduação, Mestrado e Doutorado em Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Universidade de Padova (Itália), onde lecionaram nomes ilustres como Galileu Galilei e Nicolau Copérnico. Possui MBA, é autor de livro, com patente e artigos científicos publicados. É pai, empreendedor, praticante de jiu-jitsu e engajado em trabalho voluntário, além de apaixonado por viagens ao redor do mundo.
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