Tratar fungos com ozônio é uma possibilidade que vem chamando atenção em processos de sanitização de ambientes, equipamentos, alimentos, água e diferentes superfícies.
Fungos podem aparecer em locais úmidos, pouco ventilados ou com presença constante de matéria orgânica.
Além disso, o problema pode ser muito mais profundo do que simplesmente enxergar manchas de mofo.
Esporos fúngicos podem permanecer no ambiente e voltar a se desenvolver quando as condições são favoráveis.
Por isso, cresce a procura por tecnologias capazes de auxiliar no controle microbiológico.
Entre elas está o ozônio.
Mas como o ozônio elimina fungos? Ele realmente funciona? E quais são os cuidados necessários?
Neste artigo, vamos explicar a química por trás da tecnologia e mostrar onde ela pode ser utilizada.
O que são fungos?
Os fungos são organismos eucariontes que incluem bolores, mofos, leveduras, assim como, cogumelos.
Eles podem desempenhar funções importantes na natureza.
Por outro lado, algumas espécies portanto podem causar problemas em ambientes internos, alimentos, equipamentos e organismos vivos.
Os fungos podem se desenvolver principalmente quando encontram:
- Umidade;
- Temperatura favorável;
- Matéria orgânica;
- Pouca ventilação;
- Superfícies adequadas.
O Brasil Escola explica que fungos podem ser unicelulares ou pluricelulares e incluem organismos como mofos, bolores e leveduras.
Como o ozônio elimina fungos?
O mecanismo está relacionado ao elevado poder oxidante do ozônio.
O ozônio é uma molécula formada por três átomos de oxigênio.
Sua estrutura química permite que participe de reações de oxidação.
Quando entra em contato com determinados componentes celulares dos microrganismos, pode portanto provocar alterações químicas importantes.
Em condições adequadas, isso pode comprometer estruturas essenciais dos fungos.
Entre os alvos possíveis estão:
- Membranas celulares;
- Componentes orgânicos;
- Estruturas superficiais;
- Moléculas essenciais ao metabolismo.
Por isso, o ozônio é estudado como agente oxidante e sanitizante.
Tratando fungos com ozônio funciona mesmo?
Pode funcionar, mas a eficiência depende das condições do processo.
Não basta simplesmente produzir ozônio.
É necessário controlar portanto fatores como:
- Concentração;
- Tempo de exposição;
- Umidade;
- Temperatura;
- Tipo de fungo;
- Material tratado;
- Geometria do ambiente;
- Distribuição do gás.
Além disso, o tratamento precisa atingir o microrganismo.
Uma área escondida, úmida e continuamente contaminada pode voltar a apresentar crescimento fúngico.
Por isso, o controle da fonte de umidade continua sendo essencial.
Quais fungos podem ser afetados pelo ozônio?
O ozônio apresenta atividade contra diferentes grupos de microrganismos.
Entretanto, a resistência varia de acordo com a espécie e com o estágio do organismo.
Além disso, esporos podem apresentar maior resistência do que células vegetativas.
Isso significa que não existe uma única concentração universal capaz de eliminar todos os fungos em qualquer ambiente.
Por esse motivo, processos profissionais precisam considerar o objetivo específico da aplicação.
Onde o ozônio pode ser utilizado contra fungos?
A tecnologia possui diferentes aplicações.
Ambientes
Pode ser utilizada como parte de processos de sanitização em ambientes desocupados.
Sistemas de ar
Pode integrar processos específicos de tratamento, assim como, descontaminação.
Alimentos
O ozônio é estudado e utilizado em determinados processos de sanitização e conservação.
Água
Pode ser aplicado em processos de tratamento de água.
Equipamentos
Pode integrar procedimentos de sanitização industrial.
Veículos
A tecnologia também é utilizada em processos de higienização automotiva.
Benefícios de tratar fungos com ozônio
1. Porque possui alto poder oxidante
O ozônio apresenta elevada capacidade de reação com compostos orgânicos.
2. Ação sobre microrganismos
Em condições adequadas, pode reduzir diferentes tipos de microrganismos.
3. Porque pode alcançar locais difíceis
Como é um gás, consegue circular por determinadas regiões do ambiente.
4. Aplicação versátil
Pode ser utilizado em água, ambientes, equipamentos, assim como, processos industriais.
5. Tecnologia de interesse ambiental
O ozônio se decompõe em oxigênio, embora os produtos das reações com outros compostos devam ser considerados.
6. Porque pode reduzir odores associados ao mofo
Além do controle microbiológico, reações de oxidação podem modificar moléculas responsáveis por determinados odores.
Ozônio substitui a limpeza contra fungos?
Não.
Essa é uma diferença importante.
Se uma parede possui mofo visível, simplesmente aplicar ozônio não resolve necessariamente a causa.
É necessário investigar:
- Infiltração;
- Vazamento;
- Condensação;
- Umidade;
- Falta de ventilação;
- Problemas estruturais.
Depois disso, a limpeza física e o controle da umidade continuam sendo fundamentais.
O ozônio pode atuar como complemento em processos específicos.
O que acontece quando o mofo volta?
Se o mofo retorna depois de uma aplicação, provavelmente existe uma condição favorável ao crescimento.
Pode ser:
- Umidade excessiva;
- Infiltração;
- Material orgânico;
- Condensação;
- Falha na ventilação.
Por isso, combater apenas o fungo sem corrigir a causa pode gerar resultados temporários.
A melhor estratégia é combinar controle ambiental, limpeza e, quando apropriado, tecnologias complementares.
O ozônio é seguro durante a aplicação?
O ozônio exige cuidado.
Ele não deve ser respirado em concentrações elevadas.
A EPA classifica o ozônio como irritante pulmonar e alerta que geradores utilizados em ambientes internos podem produzir concentrações prejudiciais.
Portanto, aplicações que utilizam concentrações elevadas devem ocorrer em ambientes desocupados e sob procedimentos adequados.
Pessoas e animais devem permanecer fora do local durante o tratamento.
Depois, é necessário seguir o procedimento de ventilação e retorno definido para aquela aplicação.
O que o Dr. Bruno Mena explica sobre ozônio e fungos?
O Dr. Bruno Mena Cadorin trabalha com aplicações do ozônio em diferentes áreas.
Em conteúdos publicados em seu site, ele explica que o ozônio possui capacidade oxidante e aplicações relacionadas à redução de microrganismos, incluindo fungos.
Além disso, uma matéria do UOL Carros que entrevistou Cadorin também apresenta a utilização do ozônio para combater microrganismos, incluindo fungos, no contexto da higienização automotiva.
Assista: como o ozônio combate fungos?
O Dr. Bruno Mena Cadorin explica como a tecnologia do ozônio pode ser uma grande aliada na eliminação de fungos e na purificação do ambiente.
Vídeo:
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Você sabia que pode ter os benefícios do ozônio na sua casa? É possível aplicar o ozônio para desinfetar ambientes como um quarto ou o interior do carro, por meio de uma técnica chamada oxi-sanitização.
O ozônio atua descontaminando o ar e as superfícies de objetos contra bactérias, vírus, fungos, além de acabar com maus odores como cheiro de cigarro de mofo, com um gerador de ozônio como o Wresidence.
Dessa forma, ele promove mais saúde, qualidade de vida e diminuição de problemas respiratórios como uma rinite alérgica.
Já na sua cozinha, o ozônio pode ser utilizado na descontaminação de alimentos, por meio da água ozonizada, em que ele descontamina contra bactérias, vírus, assim como, fungos além de remover agrotóxico residual de alimentos, com um gerador de ozônio como o Sanit.
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Conclusão
Tratar fungos com ozônio pode ser uma estratégia tecnológica interessante quando aplicada corretamente.
O alto potencial oxidante do ozônio permite que ele interaja com estruturas de diferentes microrganismos.
Entretanto, eficiência depende de concentração, tempo de contato, umidade, temperatura e características do ambiente.
Além disso, o ozônio não substitui a remoção da fonte de umidade.
Portanto, o melhor resultado acontece quando a tecnologia faz parte de uma estratégia completa de controle microbiológico.
Para mais informações, confira as matérias na mídia com o Dr. Bruno Mena.

Dr. Bruno Mena Cadorin trabalha com ozônio há mais de 20 anos ao longo de sua graduação, Mestrado e Doutorado em Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Universidade de Padova (Itália), onde lecionaram nomes ilustres como Galileu Galilei e Nicolau Copérnico. Possui MBA, é autor de livro, com patente e artigos científicos publicados. É pai, empreendedor, praticante de jiu-jitsu e engajado em trabalho voluntário, além de apaixonado por viagens ao redor do mundo.
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